Durante a tarde da programação final do III SIEPE, estudantes dos 10 campi da Unipampa se reuniram para discutir questões que fomentam a causa discente e questionar, a partir a proposição de pautas, uma solução para a comunicação entre os alunos e a pró-reitoria de Assuntos Estudantis. Em conversa com a representante da PRAEC, profª Dra. Laura Fonseca, os alunos expuseram basicamente três pontos que, segundo eles, são prioridades comuns à todos os Campi: a criação da Casa do estudante, a regulamentação dos Restaurantes Universitários, e a necessidade de um veículo de comunicação direta entre as pró-reitorias e os alunos.

Alguns discentes salientaram ainda, como a distância entre os Campi dificulta o encontro entre os estudantes e que, além do SIEPE, uma outra oportunidade de discussões para os assuntos estudantis é o Encontro de Discentes da Unipampa – EdiUni. Com previsão para acontecer nos dias 02,03 e 04 de dezembro, no Campus de Santana do Livramento, o encontro estará na 3ª edição, como informa o site do evento: http://ediuni2011.blogspot.com/.

Criado para “promover um espaço de debates independentes e fortalecer a relação inter-campus”, o EdiUni reúne nos três dias de acontecimento, propostas, pautas e questões que respondem as demandas estudantis. Assim, o encontro contribui para a firmação do Movimento Estudantil, principalmente por ser uma organização dos próprios alunos pelos ideais coletivos.

por Aline Sant'Ana

A última Assembleia Geral dos Estudantes, realizada no dia cinco de outubro, definiu que as eleições para os Diretórios Acadêmicos (DAs) dos cinco cursos da Unipampa – Campus São Borja, serão realizadas no dia quatro de novembro.
Na ocasião, os acadêmicos presentes entraram em comum acordo para a realização de eleições unificadas, garantindo união e fortalecimento da organização discente. 21 de outubro foi fixado como data limite para o lançamento dos editais de convocação de eleição e inscrição de chapas concorrentes aos DAs de cada curso.

Rafael Junckes



 Nesta segunda-feira (26), a comunidade acadêmica terá dois compromissos importantes que necessitam da sua participação:

10 horas: reunião com a Reitora Maria Beatriz Luce, no campus. Os discentes terão respostas quanto às reivindicações apresentadas na Manifestação Silenciosa.

14 horas: debate entre as chapas concorrentes à Reitoria da Universidade, A Nossa Universidade e ConsolidAção Unipampa, no Clube Recreativo Samborjense.



 



As instalações poderão ser utilizadas em caráter provisório, o interesse deverá vir dos acadêmicos

A Cantina Universitária e o segundo prédio da Unipampa estarão aptos a funcionar somente após construção de uma subestação elétrica, o edital de licitação já foi lançado e, até o momento, apenas uma empresa mostrou interesse na construção. A reitoria prevê que em 1º de abril de 2012 as obras estejam concluídas.
A cantina, no entanto, poderá entrar em funcionamento provisório ainda neste ano e o prédio poderá ter suas salas de aula utilizadas já no início do próximo semestre letivo, com restrição no uso da energia elétrica.

Os discentes do campus possuem três opções com relação à oferta de alimentação dentro da universidade:
1)    Aguardar a finalização da subestação, que garantirá a energia elétrica irrestrita aos prédios;
2)    Aceitar a organização de um espaço improvisado no interior do segundo prédio e que uma empresa seja contratada temporariamente, por meio de edital, para ofertar alimentos, até a entrega da subestação;
3)    Optar pelo uso das instalações da cantina de forma improvisada, que será garantida pelo abastecimento mínimo de energia elétrica ao prédio, permitindo o uso de aparelhos elétricos fundamentais. Neste caso uma empresa também deverá ser contratada temporariamente, por meio de novo edital, e uma solução viável precisará ser encontrada para que a eletricidade chegue até as instalações.

O segundo prédio do campus São Borja, que está em fase de acabamento, tem data de entrega parcial prevista para 12 de novembro. Porém o fornecimento de eletricidade ainda está comprometido e alguns ajustes são necessários.
Isso significa que no início do semestre letivo de 2012 os discentes poderão utilizar o prédio, desde que aceitem as condições do uso muito limitado da energia elétrica (não poderão ser utilizados ventiladores, ar condicionado e possivelmente outros aparelhos).
A UDE realizará no próximo sábado, 1º de outubro, uma assembleia geral para tratar deste e de outros assuntos. Com tudo, visto que a reitora estará na segunda-feira em reunião no campus, é preciso sinalizar qual das três opções, referentes à cantina universitária, é o desejo da maioria.
Pede-se a todos que se manifestem sobre as alternativas oferecidas e qual delas é a mais adequada. A UDE acredita que é importante que a cantina entre em funcionamento no menor tempo possível, mesmo que seja necessário o uso racional da energia elétrica.
Na segunda-feira a UDE sinalizará ainda que a necessidade da comunidade discente da Unipampa São Borja é de um Restaurante Universitário e que ele deverá estar presente entre as plantas das futuras construções.

Vote na enquete ao lado para expor sua opinião.



  por Rafael Junckes



Última atualização 20/09/2011, às 02h49 .

A Comissão Organizadora da UDE e as Comissões Representativas de Cursos estiveram reunidas no último sábado (17), para definir as eleições para os Diretórios Acadêmicos (DAs) do campus São Borja.
A data de 18 de outubro foi estabelecida para uma eleição geral, contemplando os cursos de Comunicação Social, Serviço Social e Ciência Política. Cada curso tem autonomia para a elaboração do estatuto de regimento do DA, que deverá estar em conformidade com as normativas da União Nacional dos Estudantes (UNE), seguindo o exemplo de Serviço Social e Ciência Política, que já possuem sua organização.
Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas deverão realizar assembleias de criação e aprovação do DA e de seu estatuto, além de todos os cursos formarem as Comissões Eleitorais, até o dia 30 de setembro, data de lançamento do edital unificado para inscrições das chapas concorrentes.

As etapas do funcionamento eleitoral, que ficam sob responsabilidade das Comissões Eleitorais, devem seguir as seguintes orientações:
1) Os membros das Comissões Eleitorais NÃO poderão se candidatar para DA;
2) Indicada a Comissão Eleitoral, cada curso deverá montar seu estatuto, podendo seguir o modelo da UNE, fazendo as adaptações necessárias;
3) Realizados os estatutos, as mesmas Comissões deverão se inteirar sobre o registro dos mesmos em cartório, para fins de reconhecimento de pessoa jurídica.
4) As funções das Comissões estão designadas a: (a) organização e divulgação dos editais; (b) organização do material de eleição; (c) disposição de pessoal para o controle de urnas e contagem de votos no dia das eleições.

Aqui você pode conhecer a organização estudantil da Unifesp, como exemplo de uma explicação concisa sobre o papel das representações discentes.
Uma Assembleia Geral será realizada para esclarecimentos quanto às eleições e também para apresentação do regimento da UDE e ações futuras. A data e o local serão divulgados em breve.

 por Rafael Junckes e Aline Sant’Ana

U.D.E. recebe o apoio do Movimento Estudantil da UFSM




A União Discente Pró-Educação – Unipampa, disponibiliza aos demais discentes um recado de apoio às nossas causas, enviado pelo representante discente do Movimento Estudantil da UFSM, Caio Piccarelli. A mensagem foi enviada às 09h:21min de segunda-feira, 12 de Setembro. Segue abaixo:

Companheiros, bom dia!

Escrevo-lhes para transmitir um pouco da grande felicidade que tenho sentido nestes últimos dias... Hoje é o 12º dia de ocupação da reitoria, e neste exato momento está acontecendo uma paralisação na entrada da UFSM (apenas uma pista está liberada), uma forma de divulgar a reunião que acontecerá às 10h. Pelo o que andam dizendo, é uma reunião que nunca aconteceu antes por aqui, envolvendo CEPE (que trata das questões mais acadêmicas), CONSUNI e Conselho de Curadores (que define o orçamento da universidade). Estamos bem ansiosos, mas sabemos que não pararemos por aqui, pois muitas das pautas têm sido tratadas com completo descaso por parte da equipe de negociação criada pelo reitor (da qual, diga-se de passagem, ele não participa). Tivemos alguns problemas internos, mas que tratados de forma correta, traduziram-se em meios de somarmos ainda mais força.

Essa felicidade, é claro, cresce mais ainda com o brilho das lutas de vocês por aí. Isso me faz ter a certeza de estarmos fazendo a coisa certa, na medida que nossas bandeiras são comuns. Vi um pequeno vídeo e também as fotos, estão odos de parabéns mesmo! Peço que transmitam esse recado ao pessoal, digam que de uma forma ou de outra, me sinto parte disso tudo aí... muita força à todos!
Segue abaixo um humilde presente que também gostaria que compartilhassem com os demais:



BALADA DA GOTA D'ÁGUA NO OCEANO


O verão chega, e o céu do verão 
Ilumina também vocês. 
Morna é a água, e na água morna 
Também vocês se banham. 
Nos prados verdes vocês 
Armaram suas barracas. As ruas 
Ouvem os seus cantos. A floresta 
Acolhe vocês. Logo

É o fim da miséria? Há alguma melhora? 
Tudo dá certo? Chegou então sua hora? 
O mundo segue seu plano? Não: 
É só uma gota no oceano. 


A floresta acolheu os rejeitados. O céu bonito 
Brilha sobre desesperançados. As barracas de verão 
Abrigam gente sem teto. A gente que se banha na água morna 
Não comeu. A gente 
Que andava na estrada apenas continuou 
Sua incessante busca de trabalho. 

Não é o fim da miséria. Não há melhora. 
Nada vai certo. Não chegou sua hora. 
O mundo não segue seu plano: 
É só uma gota no oceano. 


Vocês se contentarão com o céu luminoso? 
Não mais sairão da água morna? 
Ficarão retidos na floresta? 
Estarão sendo iludidos? Sendo consolados? 
O mundo espera por suas exigências. 
Precisa de seu descontentamento, suas sugestões. 
O mundo olha para vocês com um resto de esperança. 

É tempo de não mais se contentarem 
Com essas gotas no oceano. 

(Bertolt Brecht)



HáBraços em luta!


Enviado por Caio Piccarelli
Curso de Ciências Sociais – UFSM
Levante Popular da Juventude 




A U.D.E. recebe com grande satisfação a notícia de que o último debate dos candidatos à reitoria da universidade será no Campus São Borja, dia 26 de setembro,  conforme divulgado pelo portal da Unipampa. Será um importante momento para apresentarmos todas as nossas dúvidas e reivindicações às chapas concorrentes e definirmos qual está mais alinhada às necessidades da comunidade acadêmica.

É importante conhecermos as duas chapas e suas propostas:

A U.D.E. organizará questões com base em todos os pontos da lista de reivindicações já estabelecida e apresentada para a reitoria. Não deixe de conhecer nossas exigências, os planos de gestão de cada candidato e identificar o que se propõe a oferecer as melhores soluções.
Esteja preparado(a) para o debate e para a primeira eleição à reitoria da nossa história. No dia 28 de outubro temos um compromisso com o nosso futuro.

Por Rafael Junckes




Nesta sexta-feira (8), a União Discente Pró-Educação realizou a Marcha Pró-Educação no centro de São Borja, mostrando para toda a comunidade são-borjense os problemas no campus da Unipampa e pedindo apoio da cidade e do poder público municipal. No sábado (9), uma nova manifestação foi realizada em frente à Câmara de Vereadores.
Um manifesto silencioso, com cerca de 50 alunos, acompanhou do lado de fora a colação de grau da universidade. Munidos de faixas os acadêmicos presentes mostravam as dificuldades que enfrentam no dia-a-dia da vida acadêmica no campus. Em respeito aos formandos, os manifestantes se posicionaram somente após o término da solenidade.
No momento em que a reitora pro tempore Maria Beatriz Luce desceu as escadas do plenário o grito “Desta vez, custe o que custe, a Unipampa vai ter que melhorar. Em São Borja ninguém mais acredita nas mentiras que a reitora vem contar” chamou a atenção dela e dos demais. Luce se prontificou a receber uma comissão com representantes dos cinco cursos e que todos assistissem a reunião.


Minutos depois a Câmara abrigou professores, técnicos administrativos e alunos, para que fossem apresentadas as pautas reivindicativas à reitora e vice-reitor, Norberto Hoppen, juntamente com a diretora do campus, Denise Silva e o coordenador administrativo, Alex Retamoso. Os acadêmicos Sandro da Silva, de Ciência Política; Emilene Bairro, de Serviço Social; Fernando Santiago, de Publicidade e Propaganda; Kairo Queiroz, de Relações Públicas; Rafael Junckes, de jornalismo e João Ricardo Ribeiro, também de jornalismo, representaram os cursos da instituição e a União Discente Pró-Educação.
A UDE foi reconhecida pela reitoria, oficializando o movimento na luta pela qualidade na educação, e pôde apresentar todas as reivindicações que dificultam a vida dos acadêmicos da Unipampa São Borja. Considerando que muitas delas são comuns a todos os campi da instituição, como as bolsas PBP e PBDA, além da criação da Casa do Estudante, do maior suporte aos novos alunos, da necessidade de melhoria na infraestrutura atual e maior rapidez nas obras.

Por Rafael Junckes

Última atualização 12:55h de 12/09/2011.

           

Planejada para acontecer na sexta-feira (09), a Marcha organizada pela União Discente Pró-edução (UDE) dos acadêmicos da Unipampa conseguiu grande visibilidade na cidade de São Borja ao reunir na Praça XV , diante do busto de Leonel Brizola e do frescor das comemorações do 7 de setembro,uma Mobilização pelas causas estudantis – primeira a conseguir tamanho reconhecimento com o nome da Universidade.

O evento foi programado pelas redes sociais através do perfil organizador da UDE em reivindicação às necessidades estruturais e de ensino que os alunos do Campus São Borja têm enfrentado desde o início da fundação da Unipampa. 

A manifestação durou cerca de duas horas e contou com presença de acadêmicos dos cinco cursos ministrados no Campus - Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Serviço Social e Ciência Política – além do apoio de sindicatos, como o Sindicato dos Municipários da São Borja, o SIMUSB, e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, o CPERS;  de representantes legislativos, dos Técnicos  Administrativos da Universidade e de alguns professores que também se dispuseram a lutar com os estudantes.                            

                             


Entre gritos de protestos, faixas e nariz de palhaço, nós universitários, conseguimos  chamar a atenção do povo que passava nas ruas e escutava “nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil”.  Durante as falas ao microfone, algumas necessidades básicas foram listadas em protesto à nossa situação atual:
- 10% do Produto Interno Bruto (PIB) investidos na educação;
- Crescimento da infraestrutura e corpo docente proporcional ao número de estudantes;
- Finalização da cantina/restaurante universitária, estabelecendo o valor de R$ 2,00 para a refeição oferecida;
- Aumento em 40% o valor do benefício do PBP, em relação ao atual concedido;
-  Criação da Casa do Estudante;
- Assistência estudantil com atendimento nos três turnos;
           -  Regulamentação no município de meia-entrada para estudantes;
           - Asfaltamento de todo o acesso à Universidade;

Mais tarde, ao rodear a Praça XV em passeata, mostramos as nossas faixas e nossa voz, que apesar de ser pouca em números, fez grande diferença na repercussão esperada para um Movimento Estudantil ainda tão recente. 


Por Aline Sant'Anna
e João Ricardo Ribeiro



Apesar do pequeno trecho dentro do jornal, a nossa manifestação foi exibida na noite passada pela emissora RBS.



Unipampa (SB) participa de desfile no 07 de Setembro

Foi tímida a presença da Unipampa no desfile cívico-militar de 7 de setembro em São Borja, talvez pelo pouco tempo entre o evento e a divulgação do convite. De qualquer forma,  nossa instituição foi muito bem representada por discentes, docentes, servidores e terceirizados (e não, eu não estava entre eles, apenas prestigiei).


No ano que vem com certeza teremos mais tempo para a organização e mobilização de pessoal. Afinal de contas é preciso reclamar dos problemas, mas também saber estar presente em um momento importante de fortalecimento da universidade junto à comunidade são-borjense.
Reconhecimento e cumprimentos para Relações Públicas, com o maior número de participantes, e também Ciência Política e Serviço Social que estavam devidamente organizados, uniformizados e representando o campus.

Por: Rafael Junckes


Última atualização 11:19h de 07/08/2011.
           A União Discente Pró-Educação decidiu em reunião na tarde desta terça-feira que a Marcha Pró-Educação será antecipada em um dia e manifestação silenciosa será realizada no sábado. Na ocasião esteve presente um representante dos técnicos administrativos, João Batista Correia, que, juntamente com a comissão representativa da UDE, acordou na necessidade de modificar o calendário dos atos previstos para o fim de semana. A decisão procura privilegiar uma participação maior da comunidade são-borjense.
A marcha será realizada na sexta-feira, a partir das 14h, na Praça XV de Novembro e contará com representações de entidades da cidade, tendo em comum reivindicações nas áreas de educação, segurança e saúde, no município e Estado.
No sábado, às 19 horas, uma manifestação pacifica e silenciosa acompanhará a colação de grau da Unipampa, na qual a presença da reitora Maria Beatriz Luce é esperada. Devido às alterações nas atividades propostas pela UDE, a Reunião Discente que viria a acontecer na próxima quinta-feira, 08, não mais ocorreráA UDE pede desculpas pelo contratempo e convida discentes, docentes e servidores a participarem deste ato em prol do ensino público e, principalmente, de qualidade.

Rafael Junckes
João Ricardo Ribeiro
Comissão Organizadora




Professores, técnicos administrativos (TAs) e muitos discentes do campus São Borja estiveram presentes na segunda Assembleia Geral dos Estudantes. Realizada na última sexta-feira na Câmara de Vereadores da cidade, a assembleia foi promovida pela União Discente Pró-Educação (UDE), composta pelos cinco cursos da unidade local da Unipampa. Foram discutidos na ocasião: os pontos reivindicativos estabelecidos pela UDE, recebendo ajuste e colaboração dos professores e TAs; a criação de uma grande comissão pró-educação com representantes de cada um dos cursos da Unipampa São Borja; a realização da marcha pró-educação no próximo sábado (10), data da vinda da reitora Maria Beatriz Luce a São Borja; além de uma breve explanação das propostas de campanha do candidato à reitoria da universidade, Hélvio Rech, da chapa A Nossa Universidade, que em visita ao campus foi convidado a participar da assembleia.
Nos dez pontos da reivindicação dos estudantes, anexou-se a necessidade de um psicólogo em cada um dos campi da universidade. A professora Laura Fonseca lembrou que já existe documento protocolado que solicita e demonstra a necessidade de apoio psicológico aos acadêmicos da instituição. O coordenador administrativo do campus São Borja, Alex Retamoso, ressaltou a importância de movimentos estudantis na luta pelo ensino público e de qualidade, salientando que o cenário político em que se encontra a universidade é propício para a UDE fortalecer a categoria e pressionar os cabíveis na busca por mudanças. A cantina universitária - que se encontra atualmente com problemas estruturais legais, obrigando a paralisação dos procedimentos necessários para que entre em funcionamento - foi pautada nas discussões e considerada como de necessidade urgente à comunidade acadêmica.
Durante o encontro aconteceu o lançamento oficial dos veículos de comunicação da UDE na internet, compostos por blog, página no Facebook e perfil no Twitter. A assembleia estabeleceu que no próximo sábado, 10 de setembro, será realizada nas ruas de São Borja a Marcha Pró-Educação, manifesto que procura mostrar à comunidade são-borjense as dificuldades atuais de discentes, docentes e servidores da Universidade Federal do Pampa na cidade.
Rafael Junckes
Comissão Organizadora da UDE-Unipampa

O Primeiro Passo

                   


                   Não, não se preocupe, esse não é mais um texto cheio de estatísticas, palavras de revolta ou de campanha. Na verdade, essas singelas palavras são para questionar você. Esqueça que somos alunos, esqueça o “eu cidadão”, esqueça tudo isso. Pelo menos agora. A gente passa tanto tempo ouvindo esses discursos partidários – não no sentido político da palavra, mas num contexto geral mesmo – das pessoas à nossa volta, que por vezes somos levados à repulsa.
                Antes de entrar na faculdade, muitos de nós ainda enxergavam a sociedade através daqueles parâmetros da “verdade absoluta”. “Os políticos são um bando de ladrões”, “Pobre não tem vez”, “Bandido vive solto nos dias de hoje”, etc. Ok, muitas coisas continuaram sendo verdade – infelizmente a maior parte que condizia às falhas da nossa sociedade -. Mas o universo do Ensino Superior abriu os olhos de muitos nós, eu e você, por exemplo. Nesse tempo de faculdade, quanto mudou sua maneira de enxergar o mundo? Talvez você tenha percebido que nem sempre essas verdades incontestáveis, das quais são frutos dos achismos, realmente correspondiam a algum fato.
                Quase que consenso entre nós que a universidade se apresenta como uma das fases mais significativas da vida. Nela nós somos, e somos respeitados – ou pelo menos vivemos sob uma política mais justa -. Nela nós vivenciamos experiências que em nenhuma outra situação poderíamos viver. Nela admitimos os problemas, brindamos a independência, e saudamos o conhecimento. A universidade, independente de qual for, é um período da vida em que estamos no limiar entre tudo aquilo que aprendemos e tudo aquilo que seremos. O nosso perfil é revelado, readequado à realidade e jogado de volta à arena da vida. E o quanto você mudou?
                Queridos colegas, nós temos nas mãos um precioso artifício. Nos ombros, uma pesada carga. Na mente, o objetivo deve ser um só. A nossa educação está muito além daquela obtida em sala de aula, mas, sobretudo, está em como lidamos com nossos problemas, com as outras pessoas, com os meios nos quais estamos inseridos. A preocupação em que se obtenha um melhor aproveitamento dos recursos da vida é um dos maiores sinais de inteligência do ser humano. E será que você está enxergando a academia com esses olhos? Você está valorizando uma das muitas áreas importantes da sua vida? Quantas vezes você foi omisso nas questões referentes ao seu desenvolvimento dentro da universidade?
                A sua opinião é a arma mais valiosa na batalha pelas mudanças, você já aprendeu isso. A sua disposição em querer agir é o impulso que move a realidade que envolve você. Esteja sempre em busca de alterá-la para a melhor. Informe-se. Instrua-se. Quantas vezes poderíamos ter evitado tropeçar nos mesmo erros se tivéssemos buscado conhecer? Conheça. Entenda, e o mundo lhe abrirá as portas. E agora sim, enxergue-se como discente, como cidadão, como ser humano. Os seus direitos, os meus direitos, todos eles serão conquistados, respeitados, discutidos e questionados com o respaldo da nossa atitude em querer participar. Reforma de pensamento significa reforma de educação.

João Ricardo Ribeiro
Comissão Organizadora da UDE-Unipampa